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15 novembro 2018

Hallux Valgus: “Doutor, por que tenho Joanetes?"

O Hallux Valgus, conhecido vulgarmente como “joanetes” é a deformidade mais frequente do pé e um dos principais motivos de consulta na nossa Unidade de Pé e Tornozelo.

Esta deformidade consiste num desvio lateral do dedo grande do pé e está por vezes associada a rotação desse dedo e à presença de garra dos dedos menores.

Para além do componente estético, os “joanetes” associam-se com frequência a episódios de dor e inflamação, por vezes muito incapacitantes, provocados pelo conflito de espaço entre o pé e o calçado.

São várias as causas para a ocorrência desta deformidade, sendo a mais frequente a combinação de um determinado tipo de pé denominado “pé egípcio”, em que o hallux (dedo grande) é mais comprido do que os restantes dedos, com o uso de um calçado fechado, com um formato bicudo e com salto alto. Esta associação poderá explicar a maior ocorrência desta deformidade no sexo feminino.

Relativamente à evolução do joanete, é importante salientar o seu carácter progressivo e irreversível.

Medidas como o uso de ortóteses externas para reposicionar o dedo ou separadores interdigitais são muitas vezes ineficazes.

Assim, quando o joanete está presente e é sintomático (dor e inflamação), o único tratamento eficaz é a cirurgia. Não está recomendado tratar cirurgicamente um joanete apenas por motivos cosméticos.

Quando a deformidade é leve ou moderada, a cirurgia pode ser minimamente invasiva ou percutânea, com a vantagem de ser menos dolorosa e com menor tempo de recuperação. Permite ao cirurgião a realização de correções cirúrgicas mediante incisões milimétricas, fazendo com que o traumatismo provocado seja muito menor.

Quando a deformidade atinge angulações importantes, optamos pela técnica cirúrgica aberta convencional, com osteotomias do primeiro metatarso e da primeira falange e uso de parafusos ou outros materiais para corrigir o desvio.

Ao contrário da crença popular, estes procedimentos cirúrgicos não são demasiado dolorosos no pós-operatório. Em qualquer das técnicas utilizadas, a pessoa pode deambular no dia seguinte com sapatos apropriados e apoio de canadianas.

A taxa de sucesso destes tratamentos cirúrgicos é muito alta assim como o grau de satisfação.

É ainda importante salientar que a probabilidade de recidiva da deformidade prévia é muito baixa.

Caso apresente queixas similares às descritas, não hesite em contactar os nossos Ortopedistas especializados em Pé e Tornozelo, em qualquer uma das unidades do Trofa Saúde Hospital.

Redigido por Dr. Muras Geada (OM38730), Dr. Daniel Freitas (OM 44902), Ortopedistas especializados em Pé e Tornozelo no Trofa Saúde Hospital em Alfena e Braga Centro e Dr. Bruno Pereira (OM49580), Ortopedista especializado em Pé e Tornozelo no Trofa Saúde Hospital em Braga Sul

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