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01 outubro 2020

Das palpitações ao AVC: Como prevenir e tratar a Fibrilhação Auricular

A Fibrilhação Auricular é a arritmia cardíaca sustentada mais comum em adultos, em todo o mundo. Estima-se que, na população europeia, um em cada três indivíduos desenvolva esta arritmia ao longo da sua vida. Caracteriza-se por um batimento cardíaco irregular, por vezes rápido, e aumenta significativamente o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e outras complicações relacionadas com o coração.

A Fibrilhação Auricular associa-se também a uma maior incidência de demência, depressão e deterioração da qualidade de vida. A idade é um dos principais fatores de risco. O número de adultos que desenvolvem Fibrilhação Auricular aumenta significativamente com o avançar da idade, mas há também outros fatores de risco modificáveis com grande impacto nesta arritmia. Destacam-se a hipertensão arterial, consumo de álcool, apneia obstrutiva do sono, obesidade, diabetes mellitus, distúrbios endócrinos e a presença de outras patologias cardíacas (doenças valvulares e insuficiência cardíaca, entre outras).

A Fibrilhação Auricular pode manifestar-se através de sintomas como palpitações, fadiga, tonturas, desconforto torácico ou intolerância ao exercício. A palpação do pulso pode permitir a deteção de um ritmo irregular que sugere este diagnóstico. Atualmente existem vários dispositivos eletrónicos (smartwatches e aplicações de telemóvel) que podem facilitar o rastreio desta arritmia e contribuir para um diagnóstico mais precoce, sendo que o diagnóstico definitivo implica a avaliação médica e a documentação da arritmia num electrocardiograma.

O tratamento da Fibrilhação Auricular assenta em dois pilares fundamentais: a prevenção do AVC (a sua consequência mais nefasta) e o tratamento dirigido à arritmia. Cerca de 20 a 30% do AVC isquémicos ocorrem em doentes com Fibrilhação Auricular. O risco de AVC neste grupo pode ser consideravelmente reduzido com o recurso à hipocoagulação oral. Este tratamento é prescrito por um médico, adequando as opções disponíveis às necessidades de cada indivíduo e às suas patologias associadas.

O tratamento dirigido à arritmia pode implicar tratamento farmacológico ou recurso a técnicas de intervenção (estudo eletrofisiológico com ablação). Estas terapias visam reduzir os sintomas e as complicações da arritmia, melhorando assim o prognóstico e a qualidade de vida.

Para reduzir o risco de aparecimento de Fibrilhação Auricular, manter um estilo de vida saudável para o coração é sempre a melhor opção. O controlo dos fatores de risco tem um grande impacto tanto na incidência da doença como na melhoria da qualidade de vida dos indivíduos diagnosticados. Após o diagnóstico de Fibrilhação Auricular, o cumprimento da terapêutica farmacológica prescrita é fundamental para manter uma boa qualidade de vida e prevenir as consequências mais graves desta arritmia.

Redigido por Dr.ª Sílvia Leão (OM51802), Cardiologista no Trofa Saúde Vila Real e Braga Sul

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